março, 2009

e a palhaçada continua III

mar 31, 2009   //   by paraphernalia   //   Política  //  No Comments


Dessa vez não para falar sobre o Festival de Curitiba, mas da nossa querida política. Reproduzo um texto do Nelson Motta, do blog Sintonia Fina, publicado no dia 27 de março.

Intocáveis e invencíveis – 27/03/2009

Não tenho mais nenhuma ilusão de um dia ver algum desses criminosos travestidos de parlamentares atrás das grades e devolvendo o que nos roubou. Eles são muitos, e invencíveis. Sob fogo cruzado de denúncias, juntam-se para se defender, como fizeram PT e PMDB no Senado, embora digam sempre que é pela instituição, a mesma que eles aviltam e apequenam com seus atos.
O dinheiro roubado de nossos impostos, teoricamente, pode até ser recuperado, mas o crime de desmoralizar uma instituição democrática não tem preço.
O que nos resta? Confiar na Justiça? Na Polícia? No ladrão? Com Sarney e Renan comandando o Senado e espantados com a descoberta das 181 diretorias? A maior parte foi criada pelos dois. O resto, por Jader, ACM e Lobão. E pior. Foram criadas por resoluções da Mesa e ninguém reclamou. E mesmo se reclamasse não adiantaria nada. Tudo dentro da lei, na liturgia do cargo.
Seria um exagero comparar as disputas pelo poder no Congresso com as guerras de quadrilhas pelos pontos de venda de drogas nas favelas cariocas? Só porque uns vendem crack e cocaína e outros, privilégios e ilegalidades? Guerra é guerra, vale tudo na disputa pelos pontos de poder. Se um tiroteio é de balas, o outro é de números e nomes, mas sempre sobram balas perdidas. Mas, quando o cerco aperta, os dois bandos acertam um armistício: o verdadeiro inimigo é a policia. Ou, no caso do Senado, a opinião pública. Porque eles não temem a polícia. Nem a Justiça. Eles só têm medo de perder eleição.
Diante do pacto de não agressão entre os dois bandos, resta-nos confiar nos ódios, nas invejas e nos ressentimentos das legiões de apadrinhados que estão perdendo a boca e se vingando de seus traidores. Que muitas falas perdidas encontrem seus alvos.
Diante da certeza de que eles vencerão, que jamais pagarão por seus crimes, que continuarão ricos e corruptos, e até mesmo respeitáveis, resta-nos ridicularizar suas figuras toscas, seus figurinos grotescos, seus cabelos tingidos, suas caras botocadas. Para que suas esposas e amantes leiam, e seus filhos se envergonhem deles no colégio. Como nós nos envergonhamos todo dia.

Novo Curta do Almodóvar

mar 30, 2009   //   by paraphernalia   //   Cinema, Paraphernalia, Teatro  //  No Comments

O novo filme, “Abrazos Rotos”, do Almodóvar, já estreou na Espanha, mas ainda não tem data marcada para o Brasil. Durante as filmagens ele aproveitou para gravar um curta, com os personagens do filme, e ainda fazer uma piada com os créditos.
Repare que quem assina a direção é Mateo Blanco e o roteiro é Harry ‘Huracán’ Caine. Esses são nomes que o protagonista adota durante o filme.
Aqui em baixo está a versão sem legenda, mas com possibilidade de assistir em HD. Logo em seguida tem o link do mesmo curta com legenda.

La concejala antropofaga

Falando em Almodóvar, em 2007, a Paraphernalia produziu uma peça de teatro com o texto Patty Diphusa, do próprio Almodóvar. Abaixo o cartaz da peça.

e a palhaçada continua II

mar 27, 2009   //   by paraphernalia   //   Teatro  //  No Comments


Esse post só faz sentido depois de lido o de baixo, sobre a desorganização do Festival de Curitiba. Essa matéria saiu na Gazeta do Povo online, no Caderno G, e esclarece algumas coisas.



Peça Rock ‘n’ Roll é cancelada; produção alega desrespeito do Festival de Curitiba
26/03/2009 | 16:00 | Gazeta do Povo, com informações de Juliana Girardi e Luciana Romagnolli

A peça Rock ‘n’ Roll, adaptação brasileira do renomado espetáculo da Broadway que faria sua estreia nacional no Festival de Curitiba, foi cancelada. A produção da peça divulgou nota oficial em que disse que o cancelamento aconteceu “com o intuito de não compactuar com o tratamento desrespeitoso que a produção do Festival de Curitiba dispensou a uma de suas estreias nacionais”.

Para as pessoas que já adquiriram entradas para a peça, a devolução do dinheiro poderá ser feita a partir das 12h desta sexta-feira (27), na bilheteria central, localizada no Shopping Müeller.

O espetáculo estava marcado para acontecer neste sábado (28) e domingo (29), às 21h no Teatro Positivo. Segundo a produção da obra, 12 integrantes da equipe chegaram na madrugada desta quarta-feira (25) para iniciar a montagem do espetáculo.

“Fomos informados que o Teatro Positivo sequer sabia de nossa montagem, e o espetáculo em cartaz não tinha sido informado da necessidade de desmontagem do seu cenário para realizarmos nossos ensaios e montagem no dia 26”, explicou a nota. Nesta quinta-feira, o Teatro Positivo recebe a segunda e última apresentação da peça Maria Stuart, que estreou no Festival nesta quarta-feira (25).

O diretor Felipe Vidal lamentou o cancelamento, em entrevista por telefone à Gazeta do Povo. “Nosso espetáculo tem uma montagem muito difícil e, desde o início, deixamos isso bem claro. O combinado foi que teríamos duas madrugadas para montar o cenário e a luz, para que pudéssemos ensaiar durante um dia inteiro, com tudo pronto. Quando chegamos, descobrimos que não teríamos uma madrugada e um dia inteiro de ensaio, como combinado, inviabilizando a estreia”, explicou.

“Manifestamos nossa profunda frustração com a não realização de nossa estreia”, concluiu a nota oficial.

O espetáculo original de Tom Stoppard estreou na Broadway em 2006, e a direção da versão brasileira ficou por conta de Felipe Vidal e Tato Consorti. Ambientado entre os anos de 1968 e 1990, narra a história de uma banda de rock resistente ao comunismo. Otávio Augusto, Thiago Fragoso, Gisele Fróes e Bianca Comparato integram o elenco.

A direção do Festival de Curitiba divulgou nota oficial no fim da tarde desta quinta-feira, na qual disse que “lamenta, mas problemas técnicos inviabilizaram a realização do espetáculo”.

e a palhaçada continua

mar 27, 2009   //   by paraphernalia   //   Teatro  //  No Comments


Ano passado, me lembro bem, Gerald Thomas ia dar uma palestra no Festival. Remarcaram uma vez e na segunda cancelaram. Todos revoltados: cancelou por que? Alguns aproveitando para aguçar suas dores de cotovelo, logo meteram a culpa em Gerald Thomas. Evidente, que a culpa não foi dele, e sim do Festival de Curitiba, que há anos vem numa organização desorganizada. Isso para não ir além. No caso do Gerald, em específico, a organização combinou que mandaria as passagens para Gerald vir, e não mandou as passagens. Ou seja, queriam que ele viesse como? Agora, esse ano, talvez a única oportunidade de ter um texto de Tom Stoppard em Curitiba, e mais uma vez por culpa da desorganização do Festival de Curitiba, não teremos a oportunidade de ver.

“… “Rock’n'Roll” (2006), sua obra mais recente, estreia no Rio em abril e depois em São Paulo. A peça estava prevista para fechar o Festival de Curitiba, mas ontem o codiretor Felipe Vidal disse que isso não ocorreria. “O festival não ofereceu estrutura para montá-la”, afirmou. …” Isso saiu na Ilustrada da Folha de São Paulo.

Assim, o pessoal do Fringe, como nós participamos, já meio que está acostumado a sofrer na mão do Festival, que sempre libera as coisas de última hora, nunca passa as informações completas e tantos outros problemas que muitos sabem. Agora, em uma peça da mostra oficial, estréia nacional, não oferecer os recursos necessários, é um tanto quanto displicente, não?

Alguns estão discutindo se não é válido ter uma curadoria ou coisa do tipo, sim, é necessário, mas que tal começar pelo básico? pela organização?

Masculinidade

mar 24, 2009   //   by paraphernalia   //   Cinema  //  No Comments


Fazendo referência a uma figura recorrente aqui no blog, Contardo Calligaris, alguns fatos curiosos mostram como a sociedade encara algumas coisas. Pense, leitor, em todos esses jovens assassinos que vão a lugares públicos fazer uma matança e depois se matar. Depois, pense nas relações e coincidências entre esses fatos.
Primeiro temos o fato de todos serem homens, raríssimas exceções são mulheres, e segundo, todas essas “exibições” são públicas. Lógico que tem fatos que desconhecemos e que não são noticiados, mas continuemos a análise. Todos eles precisam mostrar o quanto são homens na frente de muitas pessoas.
“Atrás da singularidade de suas razões, os atiradores parecem agir numa tentativa desesperada de se levarem a sério e de serem, enfim, levados a sério. Algo assim: “O mundo me desprezará, mas, diante de meu ato, não poderá negar que sou um “macho de respeito”” diz Contardo Calligaris em sua coluna na Folha de São Paulo. E continua “Faz décadas que a masculinidade está doente: sofre de uma incerteza aguda sobre o que a demonstraria de maneira irrefutável. As máscaras masculinas herdadas do século 19 (do provedor de paletó ao garimpeiro) não bastam mais. Qual é a nova fronteira que é preciso desbravar para “ser” homem?”.
Isso me faz lembrar do filme Milk, que deu o Oscar de melhor ator a Sean Penn, e pensar em toda essa opressão (que é menor do que na década de 60 e 70, evidentemente) mas que ainda existe. Como técnica, o filme não é algo grande, mas é algo necessário. Um filme necessário, para se (re)colocar coisas em discussão. Uma discussão que já deveria ter acabado, mas que infelizmente por preconceito e mesquinharia ainda existe. Não falo só sobre homosexuais, mas de qualquer tipo de preconceito, que já deveria ter sido exterminado. Para que não precisemos mais ver notícias de atrocidades com base preconceituosa e atrocidade de pessoas precisando provar sua masculinidade.

Coca-Cola Zero

mar 20, 2009   //   by paraphernalia   //   Publicidade  //  No Comments


Ideologias e gostos a parte (até porque não gosto da Coca-Cola Zero), mas enfim, esse comercial deles, no mínimo, é engraçado.
Conta a história de um namorado que dorme na casa da namorada e na manhã seguinte os pais dela chegam. Qual é a solução que ele tem para fugir sem ser visto? Beber uma Coca-Cola Zero.

Apple vs Blackberry

mar 18, 2009   //   by paraphernalia   //   Publicidade  //  No Comments

Ufa. Para os macmaníacos, enfim a resposta.
Uns dias atrás foi divulgado um comercial do smartphone Blackberry (amora) com uma menção clara a Apple (maçã) e seu iPhone.

Mas não demorou muito para um fã da Apple fazer a resposta.

The Who

mar 17, 2009   //   by paraphernalia   //   Música  //  No Comments

Quem quiser dar uma passeada pelos anos 60 e 70 sem sair da cadeira que por hora abundam, é só (re)ouvir o My Generation: The Very Best of the Who. Vale a pena, abaixo um dos clássicos.

7

mar 6, 2009   //   by paraphernalia   //   Cultura em geral  //  No Comments


Há uns dias, foi ao ar um post falando da sexta-feira 13 e da relação do número 13. Hoje, aproveitando esse espírito de teoria da conspiração, vamos falar do 7.

Por que o 7? Não sei.

São 7 os pecados capitais, 7 dias na semana, 7 maravilhas do mundo, 7 cores no arco-íris, 7 vidas do gato, 7 notas musicais, 7 níveis no inferno de Dante (Divina Comédia) e são 7 (pra quem assiste Dragon Ball) as esferas do dragão. Aqui vale um adendo de que as esferas do dragão correspondem, na cultura ocidental, as 7 gemas que formam a espada mágica de Gilgamesh. Gilgamesh foi o Rei de Uruk, na mesopotâmia (para mais informações de Gilgamesh clique aqui).
O fato é que o 7 é um número muito utilizado por aí. Não que a ironia valha, mas o 7° mandamento é o “Não Adulterarás”.
Pitágoras, que foi iniciado pelos egípicios (uma espécie de seita), dizia algo de que a essência do mundo são os números. E o engraçado é que, em Menfis, no Egito, os passos do iniciante são os das 7 virtudes morais.
Aproveintando o gancho de Pitágoras, prepare-se para ler, caso não saiba, de algo que não ensinam na escola. Pitágoras era um cara muito sabichão, umas espécie de político da época, que trabalhava seu lado social de maneira muito eficaz. Cotrona, onde vivia na época, era uma cidade considerada uma das mais devassas, ou seja, regras hierarquicas ou coisas do tipos não eram muito respeitadas. Como havia sido iniciado, inclusive sua iniciação durou muitos anos, e foi educado em normas rígidas, achava tudo aquilo muito estranho e começou a pregar e a cativar outros jovens (homens) a se afastarem daquela vida, digamos como já citado, devassa. Como começou a ter muitos seguidores, e com isso também, muitos inimigos, ele resolveu criar o Instituto Pitagórico para proteger os seus seguidores.
Durante séculos os ensinamentos pitagóricos foram sendo transmitidos através de confrarias e sociedades secretas, entre elas, a célebre Ordem Pitagórica que existe até hoje funcionando de forma oculta, com caráter rígido de seleção e mantendo um sistema iniciático bem rigoroso. É uma dessas ordens secretas em que não se chega à ela diretamente, mas somente por indicação de outras ordens preliminares.

Fazendo um outro gancho (e essa é a magia da internet, links e mais links) com a questão do que não se ensina na escola, segue abaixo 2 vídeos de uma palestra do TED. TED (Technology, Entertainment and Design), pra quem não conhece, é uma conferência anual que apresenta várias palestras sobre as últimas tendências em todas as áreas.