outubro, 2009

Site da Paraphernalia!

out 29, 2009   //   by paraphernalia   //   Paraphernalia  //  No Comments

 

Hoje, 29 de outubro de 2009, estreamos solenemente o site da PARAPHERNALIA.

Agora vocês podem conferir alguns dos nossos trabalhos e um pouquinho mais sobre a gente. Ainda faltam algumas coisinhas, que aos poucos vamos ajustando. Se bem que parece que sempre vai faltar alguma coisinha! Êêê, perfeccionismo que mata!

O blog continuará sendo atualizado normalmente. Aguardem as novidades!

Vale-cultura

out 20, 2009   //   by paraphernalia   //   Cultura em geral  //  2 Comments

vale-cultura

Pra quem tem ouvido falar no Vale-cultura, mas não sabe ao certo do que se trata, segue abaixo um rápido resumo. Tire suas conclusões e faça suas apostas.

O que é?
Todo mês, trabalhadores que ganham até 5 salários mínimos (até R$ 2.325), terão direito a um Vale-cultura, no valor de R$ 50,00, em forma de cartão magnético. É semelhante a um vale alimentação.
O vale poderá ser usado para ingressos de teatro, cinema, espetáculos de música e dança, para a compra de CDs, DVDs, revistas e livros. Terá o caráter pessoal e intransferível e será válido em todo território nacional.

Totalmente gratuito?
Não. Será descontado do salário do trabalhador, em média 10% do valor do vale, ou seja, R$ 5,00 por mês.
O desconto na folha para ter direito ao vale será opcional.

Quem pagará o resto?
Cerca de 50% do valor será de responsabilidade da empresa, que poderá descontar do imposto de renda. O restante fica por conta do governo federal.

Quando entrará em vigor?
O projeto já foi aprovado na Câmara dos Deputados. Agora será votado no Senado e depois precisa ser sancionado pelo presidente.
A previsão do Ministério da Cultura é de que a partir de janeiro de 2010, o vale esteja funcionando em todo o Brasil.

“Anteriormente, o investimento era apenas na produção. Com o Vale-cultura, muda-se o foco. Valoriza-se o consumo, o que, indiretamente, também vai beneficiar a produção”, diz Alfredo Manevy (Secretário executivo do Minc).

“É absolutamente previsível que o dinheiro público, tão escasso num país pobre e deseducado, vai acabar patrocinando shows e eventos populares, mas sem conteúdo educativo ” diz Gilberto Dimenstein (Folha de São Paulo).

Ouça aqui a opinião do Ministro da Cultura, Juca Ferreira, sobre o Vale-cultura, em uma entrevista concedida à rádio Band SP.

Floripa: sol, praia e cultura.

out 16, 2009   //   by paraphernalia   //   Cultura em geral  //  No Comments

Floripa é um destino famoso por suas belas paisagens. Mas o que poucos procuram é um pouco de cultura nos seus momentos de lazer. Exemplo: poucas pessoas tiram real proveito de uma conversa entre amigos no bar. E outra, poucas pessoas acham natural uma conversa inteligente no bar. Talvez no auge da contracultura, na década de 60, isso fosse mais natural, mas bom, esse não é o foco (pelo menos aparentemente) desse post.

Fomos pra Floripa. Só que dessa vez tivemos uma nova visão sobre a ilha. Com a assessoria de guias locais, aprendemos um pouco sobre a história da região, o significado dos nomes, das estátuas, das inscrições rupestres, dos costumes, uma cultura riquíssima. Uma breve experiência que serve para reiterar aquela velha premissa de que “viajar é cultura”. E presenciar uma cultura é bem mais intenso do que ler ou ouvir falar.

Visitar, por exemplo, a praia do Campeche e sentir vontade de (re) ler O Pequeno Príncipe pode parecer estranho num primeiro momento, mas é uma sensação que passa rápido ao saber que Antoine de Saint-Exupéry (autor do livro), vulgo, Zéperri, utilizava a praia como ponto de pouso e decolagem. E que o nome da praia (pelo menos na “mitologia” manezinha) se deve ao fato de que ele chamava a região de Champ Peche (algo como um Campo de Pesca, Campo de Peixe, em português).

Ou saber, também, que a Praia da Armação, recebeu esse nome, justamente, por servir de armadilha para baleias. Era ali que os pescadores pegavam as baleias e depois levavam para a Praia do Matadeiro, adivinha pra quê?

Bom, isso foi só uma pitadinha do que a ilha pode oferecer como história. Logo abaixo seguem fotos de algumas das praias que visitamos, pra quem já foi relembrar e pra quem não foi se programar.

Ah, e analise com mais calma o nome Florianópolis e descubra a sua origem. É fácil, só pensar um pouquinho.

praia da armaçãoPraia da Armação.

paria da armaçãoPraia da Armação.

Lagoa da ConceiçãoLagoa da Conceição.

Lagoa da ConceiçãoLagoa da Conceição.

CanasvieirasPraia de Canasvieiras e o barco Pirata.

Praia do SantinhoPraia do Santinho.

Pântano do SulPraia do Pântano do Sul.

Praia da JoaquinaPraia da Joaquina.

Deixa Ela Entrar

out 14, 2009   //   by paraphernalia   //   Cinema  //  No Comments

deixaelaentrar

Oskar, um garoto ansioso e frágil de 12 anos, é freqüentemente provocado por seus colegas de classe mais fortes, mas nunca se defende. Eli, uma garota da mesma idade, séria e pálida, é uma vampira. Um romance não declarado surge entre eles.

Não gosto de filmes sobre vampiros. Ou pelo menos, não procuro um filme sobre vampiros para assistir.

Porém “Deixa Ela Entrar” é acima de tudo um filme sobre cumplicidade, sobre a necessidade que o ser humano tem de ter alguém com quem possa contar. Um filme sobre a falta de diálogo entre as pessoas.

Na trama ninguém cogita o fato “sobrenatural” que é um vampiro existir e estar matando pessoas. Este não é o foco. Eli e Oskar são apenas dois pré-adolescentes que se aproximaram, mas existe um obstáculo entre eles. O obstáculo é que Eli é uma vampira, poderia ser tantos outros.

Destaque para o casting do filme. O biotipo dos atores ajuda e muito na construção dos personagens.

Direção: Tomas Alfredson

Roteiro: John Ajvide Lindqvist

Elenco: Kåre Hedebrant, Lina Leandersson, Per Ragnar, Henrik Dahl, Karin Bergquist, Peter Carlberg.

Suécia/2008

Illustration by ventedspleen

E faz falta?

out 13, 2009   //   by paraphernalia   //   Teatro  //  No Comments

cardápio

Gerald Thomas parou.

“Não quero ouvir falar de teatro”, diz o diretor. “A minha geração não tem cultura. Falta cultura a essa falta de cultura!”

Independentemente de idolatrar o Gerald e acreditar em tudo que ele diz ou de achar que ele é um lunático, sua entrevista serve como estopim para uma constante reflexão.

Vale a pena fazer teatro?

Todos podem fazer arte, mas nem por isso todos são artistas. Muitas pessoas se apropriam desta aparente acessibilidade e acreditam que são. Como nas outras profissões, no teatro também tem muita picaretagem. O pior é que há poucos consumidores.

Num país onde o esporte ganha cada vez mais espaço, mendigar plateia ou obrigar amigos a ir ao teatro realmente é cotidiano. Por que plateias vazias?

Se você tem um prato no seu cardápio que as pessoas não pedem, você substitui por outro.

Será que o teatro tem sido substituído ou será que ele nem esteve no cardápio da maioria? E faz falta?

Que desanimadora esta vontade de querer ser necessário!