novembro, 2010

Porquês

nov 25, 2010   //   by paraphernalia   //   Cultura em geral, Publicidade  //  No Comments

Um bom incentivo a criatividade. Dica do @keithLauer no twitter.

Por que? from Caio Mattoso on Vimeo.

Abaixo segue o post do blog em que o vídeo foi postado originalmente, ateagora.com.

Recentemente, aqui na Y&R, precisávamos fazer um filme para mostrar alguns dos últimos trabalhos da agência. Chegamos então à este layout/”monstro”:

O filme nem chegou a ser veiculado, mas decidimos colocar aqui na sessão Mind In Progress porque o consideramos, mais do que uma resposta ao briefing, um convite. Um convite à gente nunca parar de se perguntar o porquê das coisas. Um convite a nunca entrar no modo automático.

Na nossa visão, perguntar mais porquês, ao contrário do que parece, economiza tempo. Evita desperdício de neurônios. Garante mais acertividade e mais profundidade. E, principalmente, oferece mais chance para o novo dar as caras.

Há esperança?

nov 15, 2010   //   by paraphernalia   //   Cultura em geral, Política  //  No Comments

may68

Pra alguém, como eu, cético e muito pessimista em relação ao futuro dessas próximas gerações, será que ainda há esperança?

Será que já podemos sonhar com adultos mais engajados? Com uma ideologia? Com uma vontade de querer mudar? Com coragem para mudar? Será que podemos pensar em um movimento estudantil com voz? Acho cedo. Mas de qualquer forma, é um começo.

Estudantes protestam em Curitiba e em São Paulo contra falhas no Enem

FABIANA REWALD
DE SÃO PAULO
DIMITRI DO VALLE
DE CURITIBA

Estudantes protestaram na tarde desta segunda-feira em Curitiba e em São Paulo contra os problemas registrados no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), realizado nos últimos dias 6 e 7.

Em SP, cerca de 400 estudantes, segundo os organizadores do movimento, saíram, por volta das 15h, do vão livre do Masp, na avenida Paulista, caminharam até a rua da Consolação e retornaram ao ponto de partida. Segundo a Polícia Militar, o número de participantes era menor –cerca de 200.

De acordo com os jovens, o ato foi pacífico e ocupou apenas duas faixas da avenida.

Após o protesto, que foi mobilizado pela internet, os estudantes voltaram a se reunir no vão livre do Masp para discutir os próximos passos do grupo. “Protestamos contra o descaso [do governo] em relação ao Enem”, afirmou Luana Iversen, 18, que quer usar a nota do exame para pedir uma bolsa do ProUni em uma faculdade particular.

Uma das organizadoras do protesto, Luana diz que seus colegas não quiseram se posicionar sobre a necessidade ou não de que seja realizado um novo exame para todos os candidatos. Ela diz que cada um manteve a sua posição pessoal, sem que houvesse um consenso.

CURITIBA

Em Curitiba, a passeata pacífica reuniu cerca de 350 estudantes, de acordo com estimativas da organização do protesto e de policiais militares.

Parte deles estava com nariz de palhaço, rostos pintados de amarelo, camisetas na mesma cor e portando faixas com palavras de ordem.

Eles partiram da rua 15 de Novembro, principal via comercial do centro, e terminaram a passeata na Boca Maldita, tradicional ponto de manifestações na capital do Paraná.

Os estudantes gritaram frases pedindo mais “respeito” aos que se prepararam para os testes e enfrentaram momentos de incerteza sobre a credibilidade do Enem após a revelação dos problemas.

Os manifestantes exibiram mensagens que diziam “errar é humano, errar várias vezes é Inep” e “Enem sem ordem, ficamos sem progresso”.

Os estudantes também reclamaram da reincidência das falhas e dos erros primários nas questões das provas.

Fonte Folha de São Paulo

Whatever Lola Wants

nov 11, 2010   //   by paraphernalia   //   Cinema, Música  //  No Comments

Retrô, vintage, musical, 50`s, pin-up…

Scott Pilgrim Contra o Mundo

nov 8, 2010   //   by paraphernalia   //   Cinema, Games  //  No Comments

Quadrinhos, TV, cinema, música e videogame.

Estreou neste final de semana, o filme Scott Pilgrim Contra o Mundo, dirigido por Edgar Wright, que tem como principal atrativo a mistura de linguagens.

Baseado na graphic novel do canadense Bryan Lee O’Malley, o longa conta a história de um jovem guitarrista e baixista de uma banda de garagem que se apaixona pela garota de seus sonhos. Para conquistá-la, ele terá que lutar contra os sete ex-namorados vilões dela.

No papel principal, o ator Michael Cera (do filme Juno) está despertando opiniões contraditórias:

“Um problema do filme é Michael Cera. Desde o sucesso de “Juno”, o ator é considerado reflexo de uma geração, da juventude “nerd” no cinema. Logo, tudo que tem algo relacionado à cultura pop precisa ter Cera no elenco. Ele não interpreta mal Scott Pilgrim: apenas não combina com o personagem dos quadrinhos. Cera sempre terá a cara de alguém que precisa, desesperadamente, da mais nova edição de “Homem-Aranha”, enquanto o Scott da HQ é alguém mais malemolente – tem sua banda (que sempre está a um passo do sucesso, mas nunca lá), teve algumas namoradas e até podemos dizer que tem uma facilidade com as mulheres. Tudo ao contrário do que Cera transmite.” (Caio Teixeira)

“O time de atores também é destaque. Michael Cera foi a escolha certa para o papel principal. Com cara de nerd, franzinho e com um timing para comédia diferenciado, seu Scott tem o carisma necessário para conquistar o público.Ele trabalha muito bem todos os dilemas reais de uma geração, se tornando assim um símbolo de fácil associação.” (Ronaldo D`Arcadia)

Agora é assistir pra tirar suas próprias conclusões.

Remember, Remember the 5th of November

nov 5, 2010   //   by paraphernalia   //   Cinema, Cultura em geral  //  No Comments

portraitofguyfawkes

Não podia passar em branco.

Lembre-se, lembre-se do 5 de novembro

A traição da pólvora e conspiração.

Eu não sei de nenhuma razão

Para que a traição da pólvora

Jamais seja esquecida.

“Guy Fawkes também conhecido como Guido Fawkes, foi um soldado inglês católico que teve participação na “Conspiração da pólvora” (Gunpowder Plot) na qual se pretendia assassinar o rei protestante Jaime I da Inglaterra e todos os membros do parlamento durante uma sessão em 1605, objetivando o início de um levante católico. Guy Fawkes era o responsável por guardar os barris de pólvora que seriam utilizados para explodir o parlamento inglês durante a sessão.

Porém a conspiração foi desarmada e após o seu interrogatório e tortura, Guy Fawkes foi executado na força por traição e tentativa de assassinato. Outros participantes da conspiração acabaram tendo o mesmo destino. Sua captura é celebrada até os dias atuais no dia 5 de novembro na “Noite das Fogueiras” (Bonfire Night).

O acontecimento ficou conhecido como Conspiração da Pólvora e a data 5 de Novembro é comemorado mundialmente pelos anarquistas (Pelo menos vários) em especial na Inglaterra, onde vários admiradores de Guy soltam fogos de artifícios”

Os 10 mandamentos do produtor

nov 5, 2010   //   by paraphernalia   //   Cinema, Cultura em geral, Teatro, Video  //  No Comments

Os dez pontos necessários para ser um bom produtor:

1. Ser completamente leal a produção;

2. Manter a calma;

3. Ter um ego pequeno;

4. Dar atenção aos detalhes;

5. Ser organizado;

6. Ser capaz de tomar uma decisão rapidamente;

7. Aprender a lidar com brincadeiras;

8. Saber escolher as batalhas que vai lutar;

9. Ser capaz de ouvir;

10. Vestir-se com estilo.

By Barbara Gaines, The Late Show with David Letterman

Shot in Zambia

nov 4, 2010   //   by paraphernalia   //   Cultura em geral, Música  //  No Comments

Inspiração. Sem mais.

Felicidade, ela existe na internet?

nov 2, 2010   //   by paraphernalia   //   Cultura em geral, Internet  //  No Comments

felicidade_virtual

Há tempos me pego pensando nessa felicidade que toma as redes socias. Um mundo onde parece que ninguém tem problemas. Há algum tempo, li a coluna do Contardo Calligaris na Folha de São Paulo e pela correria, não foi possível colocar aqui. Aproveito agora para colocar e deixar que ele descorra sobre o assunto. Como de costume, muito boa reflexão.

Felicidade nas Telas

A necessidade de mostrar ao mundo um semblante feliz é uma das grandes fontes de infelicidade

UMA AMIGA inventou um jeito de curtir sua fossa. Depois de um dia de trabalho, de volta em casa, ela se enfia na cama, abre seu laptop e entra no Facebook.
Ela não procura amigos e conhecidos para aliviar o clima solitário e deprê do fim do dia. Essa talvez tenha sido a intenção nas primeiras vezes, mas, hoje, experiência feita, ela entra no Facebook, à noite, como disse, para curtir sua fossa. De que forma?

Acontece que, visitando as páginas de amigos e conhecidos, ela descobre que todos estão muito bem: namorando (finalmente), prestes a se casar, renovando o apartamento que sempre desejaram remodelar, comprando a casa de praia que tanto queriam, conseguindo a bolsa para passar dois anos no exterior, sendo promovidos no emprego ou encontrando um novo “job” fantasticamente interessante. E todos vivem essas bem-aventuranças circundados de amigos maravilhosos, afetuosos, alegres, festeiros e sempre presentes, como aparece nas fotografias postadas.

Minha amiga, em suma, sente-se excluída da felicidade geral da nação facebookiana: só ela não foi promovida, não encontrou um namorado fabuloso, não mudou de casa, não ganhou nesta rodada da loto. É mesmo um bom jeito de aprofundar e curtir a fossa: a sensação de um privilégio negativo, pelo qual nós seríamos os únicos a sofrer, enquanto o resto do mundo se diverte.

Numa dessas noites de fossa e curtição, minha amiga, ao voltar para sua própria página no Facebook, deu-se conta de que a página não era diferente das outras. Ou seja, quem a visitasse acharia que minha amiga estava numa época de grandes realizações e contentamentos. Ela comentou: “As fotos das minhas férias, por exemplo, esbanjam alegria; elas não passaram por nenhum photoshop, acontece que são três ou quatro fotos “felizes” entre as mais de 500 que eu tirei”.

Logo nestes dias, acabei de ler “Perché Siamo Infelici” (porque somos infelizes, Einaudi 2010, organizado por P. Crepet). São seis textos de psiquiatras e psicanalistas (e um de um geneticista), tentando nos explicar “por que somos infelizes” e, em muitos casos, por que não deveríamos nos queixar disso.

Por exemplo, a infelicidade é uma das motivações essenciais; sem ela nos empurrando, provavelmente, ficaríamos parados no tempo, no espaço e na vida. Ou ainda, a infelicidade é indissociável da razão e da memória, pois a razão nos repete que a significação de nossa existência só pode ser ilusória e a memória não para de fazer comparações desvantajosas entre o que alcançamos e o que desejávamos inicialmente.

Não faltam no livro trivialidades moralistas sobre o caráter insaciável de nosso desejo ou evocações saudosistas do sossego de algum passado rural. Em matéria de infelicidade, é sempre fácil (e um pouco tolo) culpar a sociedade de consumo e sua propaganda, que viveriam às custas de nossa insatisfação.

Anotei na margem: mas quem disse que a infelicidade é a mesma coisa que a insatisfação? E se a infelicidade fosse, ao contrário, o efeito de uma saciedade muito grande, capaz de estancar nosso desejo? Que tal se a infelicidade não tivesse nada a ver com a ansiedade das buscas frustradas, mas fosse uma espécie de preguiça do desejo, mais parecida com o tédio de viver do que com a falta de gratificação? Em suma, você é infeliz porque ainda não conseguiu tudo o que você queria, ou porque parou de querer, e isso torna a vida muito chata?

Seja como for, lendo o livro e me lembrando da fossa de minha amiga no Facebook, ocorreu-me que talvez uma das fontes da infelicidade seja a necessidade de parecermos felizes. Por que precisaríamos mostrar ao mundo uma cara (ou uma careta) de felicidade?

1) A felicidade dá status, como a riqueza. Por isso, os sinais aparentes de felicidade podem ser mais relevantes do que a íntima sensação de bem-estar;

2) além disso, somos cronicamente dependentes do olhar dos outros. Consequência: para ter certeza de que sou feliz, preciso constatar que os outros enxergam minha felicidade. Nada grave, mas isso leva a algo mais chato: a prova de minha felicidade é a inveja dos outros.

O resultado dessa necessidade de parecermos felizes é que a felicidade é este paradoxo: uma grande impostura da qual receamos não fazer parte e que, por isso mesmo, não conseguimos denunciar.

Quem quiser seguí-lo no twitter é @ccalligaris.