Som e Fúria | Primeiras impressões

jul 9, 2009   //   by paraphernalia   //   Cultura em geral  //  1 Comment

somefuria

Na terça-feira começou a nova minissérie da globo. Uma adaptação da série canadense Slings and Arrows que conta a história de um grupo de teatro e as dificuldades na hora de produzir uma montagem.

Não creio que esse seja o foco do enredo, mas uma questão que vale a pena ser notada é como a relação se torna mesquinha quando entramos em uma situação de incentivo governamental. Situação essa, que o próprio Fernando Meirelles, usa e abusa. Talvez, essa mesquinharia seja um problema nacional, mas que pode ter saído um pouco pela culatra na exibição da série. Enfim, como já dito, provavelmente esse não é o foco da série.

Voltemos as ironias mais explícitas. A série é boa, mostra uma relação meio utópica numa montagem teatral, mas que não deixa de ser boa e agradável. Todos compram a ideia e entram no enredo.

O crítico teatral se chama Bárbaro. Aqui duas questões, a primeira, mais explícita, sobre a barbárie dos críticos e a segunda, com relação a maior crítica e tradutora de Shakespeare, se chamar Bárbara Heliodora.

Dante é o nome do diretor artístico que assume no lugar de Lourenço Oliveira, que morre.  Primeiro, Dante é uma referência clara a Divina Comédia e o Inferno de Dante. Lourenço Oliveira morre atropelado por um caminhão de presunto e faz referência ao ator Laurence Olivier, famoso por suas atuações em textos de Shakespeare.

O que ficou um pouco forçado, e até em certo nível, de mau gosto, foram as piadas com Gerald Thomas. Quem assistiu esses dois primeiros capítulos e conhece um pouco da história do Gerald, vai entender as “piadas”.

Ah! A última é que as deixas mais profundas são sempre as do porteiro.

E isso foi só os dois primeiros episódios. Que venham os próximos.

“Na minha terra, se alguém faz isso com o personagem é apedrejado em praça pública.”

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