Teatro

Os 10 mandamentos do produtor

nov 5, 2010   //   by paraphernalia   //   Cinema, Cultura em geral, Teatro, Video  //  No Comments

Os dez pontos necessários para ser um bom produtor:

1. Ser completamente leal a produção;

2. Manter a calma;

3. Ter um ego pequeno;

4. Dar atenção aos detalhes;

5. Ser organizado;

6. Ser capaz de tomar uma decisão rapidamente;

7. Aprender a lidar com brincadeiras;

8. Saber escolher as batalhas que vai lutar;

9. Ser capaz de ouvir;

10. Vestir-se com estilo.

By Barbara Gaines, The Late Show with David Letterman

Mentira!

set 15, 2010   //   by paraphernalia   //   Portfolio, Teatro  //  No Comments

Estreia amanhã (16/09) o espetáculo teatral Mentira! com direção do Paulo Vinícius. Ao longo de alguns anos, temos acompanhado vários trabalhos deste artista tão completo que é o Paulo. Ele é ator, cenógrafo, figurinista, diretor, professor de teatro, produtor… e tudo mais que ele quiser ser porque não há trabalho mal feito com o Paulo. E é com essa pessoa tão talentosa e profissional que nós tivemos novamente o prazer de trabalhar, sem rasgação de seda.

Em Mentira! a Paraphernalia assina a programação visual e as projeções de vídeo, todas baseadas em stop motion e animações. O espetáculo está plasticamente um show e realmente se concretiza com a interpretação de ótimos atores e o trabalho de toda uma equipe muito empenhada.

Pra quem já conhece a fama dos lindos figurinos do Paulo Vinícius, novamente não se decepcionará! E pra quem não conhece esta é uma oportunidade perfeita.

Estão todos convidados.

Mentira!

MENTIRA! é Pop. É Kitsch. É um discurso tecnicolor. E por ser tudo isso, ao mesmo tempo, é também Barroco. A dramaturgia foi adaptada para esta encenação do texto homônimo de Alexandre França, escrito em 2008.

Enquanto teatro é jogo e enquanto jogo questionada a veracidade das regras. Enquanto encenação, passa pelo Mambembe, pelo Musical, pelo Circo e Carnaval para se tornar Contemporâneo.

De um lado, dois personagens da Revolução Francesa, Charlotte Corday e Jaqcues Louis David, debatem sobre o sentido da arte num tempo de revoluções e cabeças cortadas. Do outro lado, cinco atores discutem a respeito de qual posição política a peça deveria tomar.

FICHA TÉCNICA:
DRAMATURGIA: Alexandre França
DIREÇÃO, ADAPTAÇÃO, AMBIENTAÇÃO E FIGURINOS: Paulo Vinícius
COMPOSIÇÃO E DIREÇÃO MUSICAL: Leandro Leal
ELENCO: Fabiano Amorim, Leandro Leal, Lubieska Berg, Luiz Brambila e Verônica Rodrigues.

Fabiano Amorim

Leandro Leal

Lubieska Berg

Luiz Brambila

Verônica Rodrigues

 

PROGRAMAÇÃO VISUAL E VIDEO/PROJEÇÕES: Paraphernalia Produções Artísticas (Luci Orttega, Fábio Miranda e Ricardo Juchem)
MAQUIAGEM: Luiz Lopes
CONSULTORIA DE ILUMINAÇÃO: Wagner Correa
FOTOS: Caco Ishizaka
ESTAGIÁRIA: Manoelle Maciel
REALIZAÇÃO: Cena Hum Academia de Artes Cênicas

SERVIÇO:
De 16/09 a 03/10 – De Quinta a Sábado as 21h e Domingos as 19h
Local: Teatro Cena Hum – Rua Senador Xavier da Silva 166 – São Francisco
Ingressos: R$20,00 (inteira) e R$10,00 (meia) – Na quinta-feira todo mundo paga meia entrada.
Informações: (41)3333-0975

Espetáculo MENTIRA!

jul 10, 2010   //   by paraphernalia   //   Portfolio, Teatro  //  No Comments

Mentira!

A Paraphernalia está criando e produzindo as projeções de vídeo para o espetáculo MENTIRA!, a nova produção do núcleo profissional da Academia de Artes Cênicas Cena Hum, que estreia no dia 16 de setembro.

Motion design, animações e stopmotion, muitas ideias legais e trabalho grande e prazeroso pela frente.

Mentira!

FICHA TÉCNICA:
Dramaturgia: Alexandre França

Direção e figurinos: Paulo Vinícius

Direção musical e composição: Leandro Leal

Elenco: Fabiano Amorim, Leandro Leal, Lubieska Berg, Luiz Brambila e Verônica Rodrigues.

Projeções de vídeo e programação visual: Fábio Miranda, Luci Orttega e Ricardo Juchem (Paraphernalia Produções Artísticas)

Consultoria de iluminação: Wagner Correa

Maquiagem: Luiz Lopes

Fotos: Caco Ishizaka

Realização: Cena Hum Academia de Artes Cênicas.

Mentira!

MENTIRA! será apresentado ao público no Teatro Cena Hum, do dia 16 de setembro a 03 de outubro. Quintas, sextas e sábados às 21h e domingos às 19h.

Um ótimo espetáculo a todos, de VERDADE!


A Farsa do Festival de Curitiba

mar 19, 2010   //   by paraphernalia   //   Teatro  //  1 Comment

Adoraria poder dizer: “contrariando todas as expectativas, o Festival de Curitiba começa com o pé direito”. Mas não, como era o esperado, houve confusão, tumulto e falta de respeito, como ocorrem todos os anos com o público e as companhias. Muitos, talvez, nem cheguem ao final do texto, mas enfim, acho necessário.

Tudo começou na compra dos ingressos. Eles estavam sendo vendidos na bilheteria do ParkShopping Barigui e pelo Ingresso Rápido. Onde você aparentemente podia escolher entre pegar fila e não pegar. Aparentemente porque, mesmo assim, uma hora ou outra você teria que ir ao shopping para buscá-los. Mas ok, você sabe que seu ingresso tá lá, garantido, seu lugar está reservado. Balela! Não está. Nada está certinho, o Festival sempre consegue pecar, e dessa vez, somado a falta de educação das pessoas, a coisa ficou um pouco pior. No dia da apresentação, o que aconteceu é que as pessoas que compraram pela internet não tinham lugar marcado e quem comprou na bilheteria tinha. Ou seja, prato feito para a confusão.

Os “atendentes” do Festival diziam que não tinha lugar marcado pra ninguém, mas quem tinha lugar marcado queria sentar na poltrona que estava em seu ingresso. Nem um pouco de compreensão pra saber que a culpa não é de quem está no seu lugar, mas da organização do Festival. Todos compraram ingressos da mesma forma e têm os mesmos direitos. Até a Guarda Municipal foi chamada, de tão grande que foi a confusão.

(É por isso que eu digo que os políticos, nada mais são que o reflexo do povo. As pessoas são tão egoístas, egocêntricas, sem caráter, quanto um político).

O que nos faz repensar algumas coisas. Citando um exemplo, Gerald Thomas. Eu sempre o respeitei, agora começo a entendê-lo mais. É difícil querer produzir algo (seja em qualquer mídia) para pessoas que não querem receber aquilo. Que não querem que aquilo faça diferença em suas vidas. Não que eu tenha feito algo de alguma relevância. Aliás, acho que não, mas já dá pra por em cheque o tentar.

Uma coisa é certa, o Festival do jeito que é não pode continuar. Infelizmente, vai continuar. Mas não poderia. Agora falando por mim, eu não colocarei mais nada no Festival de Curitiba. Não no modelo que é. E aí vocês perguntam: “Mas e daí? Quem é você? Não vai fazer falta nenhuma. Você é um nada.” Exatamente. Um nada. Mas se todos os “nadas”, e olha que somos muitos, que vêem essa barbaridade que é o festival desse jeito, caça níquel, se juntassem e dissessem não a isso. Olha, o barulho seria grande. Mas poucos tem coragem. Os que não têm nada a perder, têm medo, imagina os que já acham que já têm alguma coisa. Mais medo ainda. O medo fala mais alto nessa hora. É mais fácil compactuar do que ter que enfrentar as consequências. Parafraseando Marcello Serpa, “princípios, só são princípios, quando não tem dinheiro envolvido”. Eu acrescentaria aí um: quando não tem que tirar a bunda da cadeira, também. Enquanto vocês, que produzem arte, não disserem não a esse tipo de coisa, isso vai sempre continuar.

Não quero que o Festival acabe, longe de mim, mas quero que acabe esse modelo. O Festival é para artistas mostrarem seus trabalhos. E não para pseudo produtores, executivos, ganharem dinheiro. Na minha opinião, que nada vale, o Festival (e digo aqui a cúpula intocável, não os artistas, acho que os artistas deveriam ser remunerados sim!), o festival só poderia pensar em ganhar dinheiro depois que aprendesse a produzir um festival. Que eles sabem ganhar dinheiro eu já vi, mas e fazer um festival dar certo?

A ideia agora, era tecer mais algumas linhas sobre o comportamento primata dos seres humanos, mas falta vontade. Disposição. Eu procuro nunca esperar nada de ninguém. Mas mesmo assim dá pra se decepcionar. E chego ao fim do texto já pensando “ah, foda-se, deixa essa galera se foder e achar que tá fazendo, ou que é, alguma coisa”.

Fábio Miranda

E faz falta?

out 13, 2009   //   by paraphernalia   //   Teatro  //  No Comments

cardápio

Gerald Thomas parou.

“Não quero ouvir falar de teatro”, diz o diretor. “A minha geração não tem cultura. Falta cultura a essa falta de cultura!”

Independentemente de idolatrar o Gerald e acreditar em tudo que ele diz ou de achar que ele é um lunático, sua entrevista serve como estopim para uma constante reflexão.

Vale a pena fazer teatro?

Todos podem fazer arte, mas nem por isso todos são artistas. Muitas pessoas se apropriam desta aparente acessibilidade e acreditam que são. Como nas outras profissões, no teatro também tem muita picaretagem. O pior é que há poucos consumidores.

Num país onde o esporte ganha cada vez mais espaço, mendigar plateia ou obrigar amigos a ir ao teatro realmente é cotidiano. Por que plateias vazias?

Se você tem um prato no seu cardápio que as pessoas não pedem, você substitui por outro.

Será que o teatro tem sido substituído ou será que ele nem esteve no cardápio da maioria? E faz falta?

Que desanimadora esta vontade de querer ser necessário!

Play Chance na Casa Vigor Mortis

set 15, 2009   //   by paraphernalia   //   Portfolio, Teatro  //  No Comments

O espetáculo de teatro “Play Chance – As Possibilidades Existem” está com nova temporada. Estão todos convidados para assistir a esse delicioso suspense.

 

O inesperado move o encontro de um homem e uma mulher em um lugar abandonado.
Play Chance propõe duas versões para os mesmos personagens em uma mesma situação de suspense irônico e envolvente.

Com uma linguagem rápida e diálogos espertos, as duas chances mesclam universo pop, underground, atitudes imprevisíveis e um publicitário em fuga.

Com temporadas lotadas em espaços da Fundação Cultural de Curitiba, como o TeatroNovelas Curitibanas e o Solar do Barão, a peça entra em cartaz na Casa Vigor Mortis.

Para divulgar o espetáculo Play Chance, criamos um vídeo viral que mostra algo que não vai ser visto nos palcos. Ao assistir o vídeo, as pessoas se tornam automaticamente testemunhas do mesmo crime que o personagem da peça presenciou.


 

RESERVAS:
Lugares limitados. 15 pessoas por apresentação.
Reservas pelo site:
www.playchance.paraphernaliaweb.com

Direção: Luci Orttega
Texto: Fábio Miranda
Com Mônica Dioconde e Ricardo Juchem

Datas e Horários
De 17 de setembro à 4 de outubro, de quinta a domingo, às 20h
Casa Vigor Mortis

Endereço: Rua Inácio Lustosa, 1098 – São Francisco

 

Assista ao trailer do espetáculo:

ASSASSINATO EM CURITIBA!

set 10, 2009   //   by paraphernalia   //   Portfolio, Teatro  //  No Comments

Wagner Moura em Hamlet ou Hamlet com Wagner Moura?

jul 21, 2009   //   by paraphernalia   //   Teatro  //  No Comments

hamlet

Domingo foi a última de 2 apresentações de Hamlet em Curitiba. Dirigida por Aderbal Freire-Filho e com Wagner Moura, no papel de Hamlet, a peça mostra uma (re)leitura do texto de Shakespeare. A peça é contada como se fosse uma companhia de teatro contando a história. Os atores permanecem o tempo todo no palco “assistindo” as cenas. Uma maneira diferente de encenar um texto que já foi tantas vezes montado. Atuações excelentes, detalhe para Tonico Pereira que estava bem no papel de Cláudio. Wagner Moura, como era de se esperar, dominou o palco do início ao fim.

A peça é longa, mas o que fazer? O texto também é.

A trilha aumenta as sensações da cena, o que ficou muito interessante. Parecida com as trilhas de cinema, mas pensada para teatro. Infelizmente a acústica do teatro não é das melhores, ele foi projetado para o som não invadir a plateia, o que dá uma sensação de distanciamento. (Teatro Positivo) Vale lembrar que a trilha foi composta por Rodrigo Arantes, atual Little Joy.

Utilizaram projeção de uma maneira interessante. Fora a tecnologia, que é um capítulo a parte (transmissão wireless, com uma câmera de alta definição), a projeção tinha uma função de vouyer. Quando não era a plateia que a utilizava para melhor acompanhar alguns detalhes, eram os próprios personagens que a usavam em um sentido de onipresença.

Em resumo, a peça cumpriu seu propósito. O único ponto contra, é a sensação de que quem não conhecia Hamlet, saiu sem conhecer muito bem. Mas, acho eu, um problema cultural(?).

ps.: Para conseguir o programa era necessário desembolsar uma quantia $.  Um “pequeno” absurdo para uma produção que recebeu verba via lei de incentivo.

Novo Curta do Almodóvar

mar 30, 2009   //   by paraphernalia   //   Cinema, Paraphernalia, Teatro  //  No Comments

O novo filme, “Abrazos Rotos”, do Almodóvar, já estreou na Espanha, mas ainda não tem data marcada para o Brasil. Durante as filmagens ele aproveitou para gravar um curta, com os personagens do filme, e ainda fazer uma piada com os créditos.
Repare que quem assina a direção é Mateo Blanco e o roteiro é Harry ‘Huracán’ Caine. Esses são nomes que o protagonista adota durante o filme.
Aqui em baixo está a versão sem legenda, mas com possibilidade de assistir em HD. Logo em seguida tem o link do mesmo curta com legenda.

La concejala antropofaga

Falando em Almodóvar, em 2007, a Paraphernalia produziu uma peça de teatro com o texto Patty Diphusa, do próprio Almodóvar. Abaixo o cartaz da peça.

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